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Candidato com tatuagem pode participar de concurso da PM no Ceará

A Justiça cearense autorizou o candidato V.L.S.X., que tem tatuagem definitiva no corpo, a concorrer ao cargo de soldado da Polícia Militar (PM). Com a decisão, proferida pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o candidato poderá participar da 2ª fase do concurso público da corporação. 

"Pela fotografia se verifica que a tatuagem ostentada pelo impetrante permanecerá coberta quando o mesmo utilizar o uniforme, bem como, não atenta contra a moral, aos bons costumes e a honra militar", afirmou o relator do processo, desembargador Francisco Pedrosa Teixeira, durante sessão nessa quinta-feira (31/03). 






Conforme os autos, V.L.S.X. foi aprovado na 1ª fase do referido concurso, destinado ao provimento de 2.000 vagas para soldado da PM. Contudo, em fevereiro de 2010, foi considerado inapto para o curso de formação porque tem uma tatuagem definitiva no bíceps. Em virtude disso, foi excluído por meio de ato administrativo. 

Em decorrência, o candidato impetrou mandado de segurança, com pedido liminar, contra o ato praticado pelos secretários de Planejamento e de Segurança Pública do Estado. Argumentou que a restrição imposta no Edital do Concurso (nº 01/2008) diz respeito a tatuagens definitivas que "são visíveis com o uso de quaisquer uniformes". Alegou ainda que ofende os princípios da isonomia, proporcionalidade e razoabilidade. Requereu, assim, a anulação do ato. 

Em 25 de fevereiro de 2010, o desembargador Francisco Pedrosa Teixeira concedeu a liminar e determinou a matrícula do candidato no curso de formação, até o julgamento do mandado de segurança (nº 4556-57.2010.8.06.0000/1). 

Notificados, os secretários sustentaram, no mérito, que a carreira de militar é erguida sobre os pilares da hierarquia e da disciplina. Além disso, defenderam a legalidade do ato porque foi praticado em conformidade com o edital. 

O Estado do Ceará, por sua vez, apresentou pedido de reconsideração, solicitando a reforma da decisão. Caso a liminar fosse mantida, pleiteou que o caso fosse levado a julgamento pelo Tribunal Pleno. 

Ao analisar a matéria, o relator explicou que "o critério eliminatório fixado na lei do concurso não se mostra razoável e proporcional ao alcance do interesse público, uma vez que o fato do impetrante possuir tatuagem definitiva no corpo não possui o condão de impedir o bom desempenho das atribuições atinentes ao cargo disputado". Com esse posicionamento, o Pleno concedeu a segurança, confirmou a liminar deferida e autorizou o candidato a prosseguir na disputa do certame. (Fonte: TJ-CE)

BECKHAM E SUA NOVA TATTOO

David Beckham está de tatuagem nova. O jogador anunciou a novidade em seu perfil no Facebook, onde publicou uma imagem na qual aparece durante o processo de criação do desenho.

"Quero introduzir todos vocês nisso", escreveu o jogador. "Acabo de fazer uma nova tatuagem, criada pelo lendário Mark Mahoney. Levou seis horas!".

Beckham já tem cerca de vinte tatuagens espalhadas pelo corpo, basicamente nos braços e nas costas.



O jogador inglês publicou imagem no estúdio de tatuagem

Jovem tatua pênis de 40 cm nas costas de amigo e vai preso

Um australiano foi convencido por um amigo a fazer uma tatuagem nas costas. Depois de pensar bastante no desenho, Chester Ives, 25, decidiu pelo símbolo do Yin-Yang, mas recebeu a tatuagem de um pênis de 40 centímetros nas costas. O tatuador foi preso.

Ives visitava a casa do tatuador amadorMatthew Brady, 21, em Ipswich, Austrália, na última quarta-feira, quando decidiu fazer a tatuagem. "Ele não estava interessado no início, mas aceitou tatuar um símbolo Yin-Yang com alguns dragões", disse o detetive policialPaul Malcolm. "Brady começou a fazer a tatuagem nas suas costas e outro rapaz estava assistindo a tudo e falando: 'Cara, está ficando muito bom!'", contou o policial.

Segundo informações do Curier Mail, os dois haviam discutido dias antes, e o tatuador ofereceu a tatuagem ao "amigo" como pedido de desculpas.

Segundo Malcolm, o tatuador teria dito a Ives que não mostrasse a tatuagem a ninguém por algumas semanas. Quando chegou em casa, Ives mostrou a tatuagem para a garota com que vive, que teria dito "Acho que não é exatamente o desenho que você queria". Além do pênis de 40 centímetros, a frase "Eu sou gay" foi escrita nas costas do rapaz, possivelmente com erros de ortografia.

Agora Ives terá que passar por nove meses de tratamento para remover o desenho. As sessões de remoção são feitas com raios laser, um processo doloroso. Além de custar entre 600 e 2.000 dólares australianos (R$995 a R$ 3.310).

Brady ainda vai responder a processo por agressão, uma vez que, depois de fazer a tatuagem, teria expulsado Ives de sua casa debaixo de socos.


Brincadeira mais sem graça...

Torcedor cobre o corpo com tatuagem de camisa de clube colombiano


Um torcedor colombiano decidiu carregar para sempre a camisa do seu clube do coração: Felipe Alvarez fez uma tatuagem do uniforme do Atlético Nacional, em tamanho real, no corpo. O desenho serviu como homenagem ao jogador Andres Escobar, assassinado após a Copa do Mundo de 1994.




Ídolo do clube, Escobar fez um gol contra na derrota da seleção colombiana por 2 a 1 para os Estados Unidos e passou a ser considerado culpado pela eliminação. No dia 2 de julho de 1994, o jogador acabou levando um tiro em Medellín, gerando suspeitas que teria sido assassinado pela máfia de apostadores do país.



Felipe Alvarez pintou faixas verdes no corpo, com o símbolo do Atlético Nacional e a taça da Libertadores, conquistada em 1989, na frente. Nas costas, o torcedor desenhou o número 2, usado por Escobar no título continental.


ARTE ORGÂNICA

"É assim que é. Eu vim e disse que queria no ombro. Só. Tamanho, desenho... não pedi nada. Então, ele vem e faz. Claro que confio. O cara é top no mundo." Na sala da casa onde mora o tatuador e designer Jun Matsui, de 38 anos, o cliente - empresário da banda de reggae brasileira Natiruts - aproveita para experimentar uma peça da coleção de joias, escapulários, anéis e pingentes de ouro e prata que Jun lança semana que vem no Rio de Janeiro e em outubro em Tóquio.




É a primeira vez desde que imigrou para o Japão e lá viveu por 16 anos que esse pernambucano passa uma temporada longa no Brasil. Especialista em uma arte tão antiga quanto estigmatizada - a ponto de confundir-se com a delinquência, na visão de alguns - Jun enfurnou-se no imóvel elegante e despojado que alugou no Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, para aventurar-se pela ourivesaria e reativar a confecção street wear que lhe rendeu um bom pé-de-meia no Japão. Sua paixão mais duradora, no entanto, continua sendo a tatuagem, a que se dedica com intensidade e em pequeníssima escala: dificilmente faz mais que quatro delas por mês. Para "vestir uma tatuagem" de Jun, na expressão que ele gosta de usar, é preciso paciência oriental: a fila de espera chega a três meses e o processo é mais lento do que em qualquer dos estúdios profissionais e amadores do gênero espalhados pelo Brasil.

Na primeira sessão, nada acontece, além de uma conversa genérica, acompanhada de uma xícara de café ou chá verde. "Mas é possível você sair daqui vestindo uma tatuagem sem a gente trocar uma palavra sequer", diz ele. No segundo encontro, Jun desenha diretamente na pele do cliente, e o esboço é transferido para uma folha de plástico adesivo. Só na terceira é que entram em cena as agulhas, e Jun, após transferir de volta a imagem do plástico para o corpo, tatua apenas o contorno do desenho. Vêm então as sessões de preenchimento, no mínimo uma, mas que podem passar de três, dependendo do tamanho do grafismo. Cada uma dessas etapas sai por R$ 1.200 - o que significa que "vestir" Jun Matsui pode custar mais que ostentar um terno Armani. Um progresso material significativo para o garoto que embarcou para o Japão sem faculdade nem um iene no bolso.




Primogênito dos cinco filhos de um japonês com uma pernambucana, Jun nasceu em Recife e passou a infância em Maracaju, Mato Grosso do Sul, antes de a família se mudar para São Paulo. "Meu pai é da Província de Kumamoto e foi o único membro da família que se casou com uma estrangeira. Até hoje, se você visitar meus parentes paternos no Brasil, vai ver que eles falam, comem e vivem como japoneses." Da adolescência no bairro paulistano do Jaguaré, suas melhores lembranças são a convivência com os amigos skatistas. "Comecei a andar com 12 anos. Foi a primeira vez na vida que me senti pertencendo a um grupo." Apaixonou-se pelo universo do grafite e da tatuagem, e da rua só voltava na hora de comer e de dormir.



O casamento dos pais entrou em crise e veio a separação, que desestruturou ainda mais a família. Eram os conturbados anos 90, com a eleição de Collor desfazendo as ilusões da redemocratização e a crise econômica empurrando jovens brasileiros para o exterior. "Lembro do dia em que minha mãe me levou para ver um emprego em uma papelaria no Largo de Pinheiros. Quando o dono me falou quanto ia me pagar por mês, decidi na hora que ia embora do País."



Vida de imigrante



A oportunidade surgiu quando o filho de um feirante do bairro lhe contou que estavam recrutando operários nisseis para trabalhar no Japão. Agências clandestinas organizavam viagens em troca de uma comissão das fábricas. Com 18 anos, Jun foi a uma delas, no bairro da Liberdade. Ele não falava japonês nem inglês, mas tudo o que lhe pediram foi o passaporte. Avisou a família na véspera da viagem. "A única grana que levei foram US$ 100 que um tio me deu. US$ 40 gastei com uma camiseta e um boné na escala em Los Angeles", ri o imigrante.



Se em retrospecto a experiência lhe parece divertida, os meses que se seguiram não foram fáceis. Jun viu-se na desoladora cidade de Nagoia, penando na linha de montagem da Toyota e dormindo em um galpão com outros dekasseguis. "Via pais de família chorarem de desespero. No quarto mês, fui embora sem nem pegar meu último salário." O rumo foi Tóquio, onde passou a ajudar um primo que instalava cabos de fibra ótica nos subterrâneos. Apesar das dificuldades, conheceu uma sociedade menos desigual que a de sua infância. "No Japão, você vê o CEO da Sony andando de metrô."



Um mundo novo começou a se desenhar para Jun quando ele arrumou emprego de bartender no badalado Gaspanic, no bairro boêmio de Roppongi. Anos de festa e diversão. "Foram dois verões em que tive, da maneira mais plena, aquela sensação de estar no lugar certo, na hora certa", lembra. Aos poucos, aprendeu inglês e japonês - em que até hoje não se considera fluente. "Meus amigos dizem que uso um vocabulário afeminado, porque a aprendi a falar com as mulheres..." Uma delas, a cantora nipoamericana Ann Lewis, foi quem enfim o levou à tatuagem, ao levá-lo a Los Angeles e apresentá-lo ao dono de um estúdio que lhe deu dicas e o presenteou com um kit básico.



De volta ao Japão, fez em si próprio seu primeiro trabalho: uma guitarra estilizada no antebraço esquerdo. Combinou um pendor autodidata com a observação de mestres como o japonês Horiyoshi, de quem se tornou amigo e ganhou uma tatuagem feita com a técnica milenar do bambu. Trabalhou em casa, nas horas vagas , até seu traço começar a ser reconhecido na cidade. No meio do caminho, alguns sustos, como quando um conhecido membro da máfia coreana bateu em seu apartamento no meio da noite.



O homem tinha o tórax quase todo tatuado e pediu que Jun complementasse uma parte que faltava. Suando frio, o pernambucano tentou recusar, mas o mafioso insistiu e jogou um maço de dinheiro na mesa. No dia seguinte, voltou dizendo que o desenho estava errado. "Posso corrigir, mas vamos ter que esperar uns dias para cicatrizar", balbuciou Jun. Poucas horas depois, o homem surgiu novamente. "Pensei que ia morrer. Aí ele sorriu e disse que tinha ido consultar seu mestre de tatuagem e ele a havia aprovado."



Finalmente, pintou o sucesso. Seu estúdio, o Life Under Zen (L.U.Z.), ficou conhecido em Tóquio. Em 2006, uma editora japonesa lançou uma coletânea de sua obra, intitulada Hari - "agulha", em japonês. Jun tatuou gente como a cantora inglesa Rihanna, o fotógrafo de moda italiano Mario Sorrenti e o vice-presidente do Deutsche Bank no Japão, que prefere se manter anônimo. Tudo parecia zen, até que a inquietude que o levara à linha de montagem da Toyota em 1990 bateu de novo. Em 2007, estava de volta a São Paulo. "O Brasil é um país ao mesmo tempo medieval e futurista. Tem gente aqui com uma abertura de pensamento que não encontrei em parte alguma", tenta explicar. Nota que na terra natal ainda há preconceito em relação à profissão, mas percebe sinas de mudança. "Outro dia li uma coluna do escritor Luis Fernando Verissimo tratando o tema de forma sensível e bem informada."



Na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que obriga estúdios de tatuagem, piercing e maquiagem definitiva a ter cadastro na Prefeitura e adotar novos procedimentos de higiene e controle. O Sindicato dos Tatuadores de São Paulo (Setap-SP), em nota à imprensa, considerou a lei "um retrocesso" que inviabiliza a profissão. "Sou rigoroso com a segurança e apoio a lei, mas acho curioso como no Brasil sempre se sai do nada para a tolerância zero", diz o pernambucano, ressaltando que enquanto os controles nos EUA são ainda mais restritos, no Japão predomina o bom senso - com a única interdição à tatuagem de menores.



Sobre as clínicas que se tornaram verdadeiros mercadões da tatuagem, tampouco Jun faz restrições. Aferra-se à sua metáfora preferida e limita-se a dizer que seu produto é de outro tipo, artesanal. "Você pode comprar um terno pronto em uma loja de departamentos ou encomendá-lo, sob medida, a um alfaiate. Meu jeito de trabalhar pode parecer excêntrico, mas não é nada disso."



E cadê o espírito da coisa? "Às vezes me pego imaginando as pessoas que tatuei. Quantas dessas tatuagens estão escondidas sob ternos executivos? Quantas são usadas para intimidar, atrair, seduzir? Quantas são meros acessórios de moda? E, na verdade, isso não importa. O desenho não faz a tatuagem e a tatuagem não faz o homem. Sua tatuagem é tão bela, interessante e verdadeira quanto a vida que você vive."



FONTE: O ESTADÃO

CÂMARA APROVA COM REGRAS PARA ESTÚDIOS DE TATUAGENS

A Câmara de São Paulo aprovou na última quarta-feira um projeto de lei do vereador Dalton Silvano (PSDB) que obriga tatuadores e aplicadores de piercing a se cadastrarem na Prefeitura e a seguirem uma série de normas de higiene.




O objetivo é regulamentar a categoria e coibir práticas irregulares que possam causar danos à saúde dos clientes caso não sejam tomadas as medidas adequadas.



As exigências, como esterilização de equipamentos e utilização de agulhas, não são novas, mas devem se converter na primeira lei municipal caso seja sancionada pelo prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM).



O Setap-SP (Sindicato das Empresas de Tatuagem e Body Piercing de SP) exige alvará de funcionamento para a filiação de novos membros e divulga um código de ética entre eles, mas a grande maioria dos estúdios e profissionais autônomos continua ainda trabalha clandestinamente.

PL : 0396/04


Autor : DALTON SILVANO



Descrição :

“Dispõe sobre a obrigatoriedade de cadastramento junto à Prefeitura do Município de São Paulo de empresas e profissionais autônomos que exerçam atividades de elaboração de tatuagens no âmbito do município, bem como sobre as precauções a serem adotados na execução dos procedimentos inerentes à referida atividade.

Câmara Municipal de São Paulo decreta:

Art. 1º Ficam obrigados, empresas e profissionais autônomos que elaboram tatuagens a manter registro específico dessa atividade junto à Prefeitura do Município de São Paulo.

Art. 2º As instalações utilizadas para execução do processo de tatuagem deve ser limpa e desinfetada previamente à realização de cada processo, assim como os equipamentos e os instrumentos aplicados em tais processos.

Art. 3º Os instrumentos bicos-seringa e agulhas utilizadas na elaboração das tatuagens ser, obrigatoriamente, do tipo descartável.

Art. 4º Os profissionais que executam o processo de tatuagem, bem com os seus auxiliares, devem utilizar, obrigatoriamente, aventais esterilizados, mascadas e luvas cirúrgicas do tipo descartável.

Art. 5º Os materiais descartáveis, mencionados nos Artigos 3º e 4º desta lei, utilizados num processo de elaboração de tatuagem, não poderão, em nenhuma hipótese, ser reutilizados em outro processo.

Art. 6º Os materiais descartados nos processos de elaboração de tatuagem são caracterizados como resíduos sépticos e infectantes e devem ser acondicionados em recipientes específicos para esse fim e serem recolhidos por meio de sistema de coleta especial para esse tipo de resíduo, disponibilizado pela Prefeitura.

Art. 7º Caberá à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação desta lei, assim como a fiscalização do seu cumprimento pelas empresas e profissionais autônomos mencionados no Art. 1º.

Art. 8º As despesas com a execução deste decreto correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 9º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, Agosto de 2004. Às Comissões competentes".








FONTE: Diário do Grande ABC